PROJEÇÃO COMPRAS

Temos aqui um gráfico mostrando a variação das vendas de um produto num período de 12 meses, Neste exemplo, estamos considerando um produto de alto giro que tem uma variação regular na demanda. Em 12 meses foram vendidas 3.900 unidades do produto, isto dá uma média mensal de 325 unidades vendidas por mês. Este é o primeiro parâmetro que usaremos no cálculo da projeção de compras.

Além da média de vendas temos que considerar outros 4 parâmetros para alimentar a fórmula;

 

  • Saldo de estoque. É a posição do estoque do produto no momento da apuração dos dados. No exemplo temos apenas 3 unidades em estoque.
  • Tempo de Reposição. É o tempo gasto entre fazer o pedido, efetivar a compra e receber o produto. Este tempo é calculado em razão da metodologia usada para a gestão de compras, no nosso exemplo este tempo é 15 dias, portanto, meio mês.
  • Período de compra. É para quanto tempo de demanda estou comprando. Este valor é definido pelo setor de compras com critérios específicos para cada empresa. No nosso exemplo definimos que vamos abastecer o estoque para atender um período de vendas de 2 meses.
  • Compras Pendentes. Pedidos de compras efetivados e que ainda não foram recebidos. Nós temos no exemplo 100 unidades já compradas aguardando recebimento. Estes são os parâmetros que usaremos na projeção de compras.

Vamos fazer então o cálculo da projeção de compras com base nos parâmetros apurados.

O resultado desta fórmula será a quantidade sugerida para compra. 710 unidades

Analisando nosso exemplo decidimos que devemos comprar as 710 unidades AGORA.  Baseados em quê, chegamos a esta conclusão?

Para saber se temos que comprar agora ou mais tarde vamos usar mais duas fórmulas para completar a análise da projeção de compras.

 

  • TEMPO DE DURAÇÃO DO ESTOQUE. Com os dados que temos em mãos poderemos saber quanto tempo vai durar o estoque. Para isto basta usar a fórmula do cálculo do tempo de duração do estoque.

Com base nesta informação a decisão é para comprar agora.

 

 

Para calcularmos a compra futura temos outra fórmula.

  • PRÓXIMA COMPRA. Vamos considerar que nosso estoque é de 800 unidades, se colocarmos esta informação na fórmula da projeção, vai mudar o resultado final.

Antes pedia para comprar 710 unidades, agora pede para comprar Zero.

O tempo de duração do estoque passa de 0,32 meses para 2,77 meses.

Para então calcularmos a data da próxima compra usamos os dados já apurados

Data de hoje  = 23/07/2017  +  Tempo de duração do estoque = 2,77 meses

A próxima compra então será no

Dia 14/10/2017

Assim concluímos que temos estoque suficiente para segurar as compras até o mês de outubro, aliviando assim o fluxo de caixa da empresa.

A TRANSFORMAÇÃO – fev 2019

A palavra transformação pode ter várias interpretações; mas na essência literal, significa mudar a forma, era de um jeito e ficou de outro, como a lagarta que se transforma em borboleta.

Podemos analisar a transformação por vários aspectos, na sociedade por exemplo, o comportamento das pessoas é condicionado pelas transformações que acontecem no meio em que elas vivem, a principal influência vem dos avanços da ciência e da tecnologia, ambos não medem esforços para proporcionar a melhoria de vida do ser humano.

Precisamos, contudo, exercitar o discernimento para identificar o que é transformação e o que é simples mudança.

Vamos pegar um exemplo bem próximo de quem vive nas grandes cidades metropolitanas, o transporte público.

Nos anos 50 mais de dois milhões de pessoas eram transportadas diariamente na capital de São Paulo, boa parte delas em ônibus lotados, que trafegavam em ruas estreitas com pavimentação precária, trânsito caótico, que deixavam os usuários exauridos depois de uma viagem longa e desconfortável. Ao longo de 60 anos muitas mudanças vieram para melhorar o transporte público, ônibus modernos, metrôs, trens, VLT, até UBER. Hoje são transportadas mais de oito milhões de pessoas por dia em São Paulo, boa parte delas, em ônibus lotados, que trafegam em ruas estreitas com pavimentação precária, trânsito caótico, que deixam os usuários exauridos depois de uma viagem longa e desconfortável.

Perceberam? Tivemos 60 anos de mudanças na mesma forma de transportar as pessoas, não houve transformação, não se resolveu o caos do deslocamento urbano, o que houve foi um enfeite no bolo, não é o ar condicionado, o banco estofado, a câmera de segurança, a tecnologia embarcada que vai resolver o problema, o que se faz no transporte público é mera mudança.

E a transformação? Vamos pegar um exemplo bem próximo de todos, o telefone celular.

No início na década de oitenta, o celular ganhou espaço na vida das pessoas, o simples fato de se comunicar deixou de se feito através de um orelhão, que nem sempre funcionava, para ser feito através de um aparelho que as pessoas levavam no bolso, este é um fato, a grande transformação da comunicação foi a invenção do smartfone, este sim transformou a rotina de vida das pessoas, trouxe o mundo na palma da mão, a noticia é divulgada no momento em que o fato acontece, hoje temos mais celulares que gente no Brasil, com ele podemos, falar, assistir TV, receber email, pesquisar na internet, tirar foto, fazer vídeo, enfim, a vida não é mais a mesma de trinta anos atrás, a vida foi transformada pelo advento do telefone celular.

Agora olhe em volta de você, olhe você ontem e você hoje, quantas transformações você promoveu na sua vida? Quantas transformações externas mudaram a sua vida? Muitas pessoas não têm sintonia com a diferença entre mudança e transformação, está na hora de começarmos a tratar deste tema com mais seriedade, promover ações que provoquem transformações não meras mudanças, isso porque mudanças consomem recursos, transformações geram riquezas.

 

Aparicio Esquina – Consultor em Gestão da Informação

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SUBSTITUIÇÃO – jan 2019

A Substituição

Substituir não é descartar, é trocar um pelo outro, trocar o bom pelo melhor, trocar o melhor pelo excelente, na década de 40 o primeiro computador deu o início à saga da informática, são mais de setenta anos de história que começou com os cartões perfurados e está caminhando para a inteligência artificial.  Ano após ano ele foi discretamente tomando espaço na vida das pessoas, se pensarmos que por volta dos anos setenta nós tínhamos o telefone, a tv, o gravador, o vídeo cassete como objetos de desejo, hoje temos tudo isso dentro de um aparelho que cabe na palma da mão e continua sendo um objeto de desejo.

Lá atrás o Homem criou o computador e hoje o computador cria outros computadores, a relação entre homem e máquina é cada vez mais intensa e mais exigente, porque o mundo depende da eficiência, se não pelo homem, sim pela máquina, esta situação provoca mudanças de comportamento, não podemos pensar um futuro onde a sociedade se exima do desenvolvimento e ignore a tecnologia, a substituição se tornou inexorável, tudo que evolui exige substituição, a lâmpada de filamento foi substituída pela lâmpada Led, a televisão que pegava apenas canais abertos, foi substituída pela smatTV que acessa a Internet e põe o mundo na sua sala, o telefone que funcionava apenas dentro de casa, foi substituído  pelo celular que pega em qualquer lugar, os programas de computador que tinham como função armazenar calcular e mostrar o resultado, serão substituídos por sistemas de inteligência artificial que vão aprender e depois tomar decisões em cima do que aprenderam. Viu? não é o fim do mundo, é o começo de um novo tempo, tempo que não permite atrasos e nem displicências, a partir de agora temos que ficar atentos porque uma coisa deveras importante também vai ser substituída, o trabalho. Qual a sua função hoje? empresário, político, doutor, operário. Já pensou como ela será executada daqui a cinquenta anos? É óbvio que totalmente diferente, talvez a obsolescência a torne extinta, mas as pessoas serão capazes de se adaptar à nova realidade, principalmente as novas gerações, que já nascem com a tecnologia  como acessório original, a realidade nos diz que as pessoas que vão nascer amanhã encontrarão um mundo diferente, com valores diferentes, eles vão trabalhar em funções que ainda não foram inventadas, serão empresários, políticos, doutores, operários em outra realidade, uma realidade que foge ao entendimento da maioria das pessoas, cabe a nós, da geração intermediária, dar luz ao ensinamento a essa nova geração e tomar cuidado para não perder o bonde do conhecimento, para não ser substituído e marginalizado pela carapuça tecnológica.

APLICABILIDADE – Jun 2018

 

POSTURA DO PEQUENO EMPREENDEDOR DIANTE DO CENÁRIO ECONÔMICO – APLICABILIDADE

As micro e pequenas empresas, são as que mais geram emprego, e juntas tem participação expressiva no PIB nacional. O pequeno empresário, tem a mesma importância que os grandes, tem os mesmos problemas, só não tem a mesma solução que eles, isto por vários motivos; falta de conhecimento, falta de apoio, falta de organização, e por aí a fora.

Esta é uma realidade que persiste ao longo do tempo, porque o pequeno empreendedor não tem origens empreendedoras, boa parte vem de um emprego numa empresa desorganizada, vira um desempregado sem perspectiva, e se torna um empreendedor sem estrutura organizacional, emocional e capacitacional. Se temos no Brasil um número expressivo de pequenas empresas, é porque temos um enorme contingente de brasileiros corajosos, que se lançam no espaço empresarial, por não conseguir colocação no mercado de trabalho, muitos se destacam, mas a maioria acaba numa situação de mesmice econômica, ou seja, vai empurrando com a barriga até aparecer coisa melhor.

Não precisa ser assim, é certo que 90% das pequenas empresas tratam de atividades já conhecidas e exploradas, nada é novidade, é aí que encontramos a chave do sucesso, temos muita gente fazendo a mesma coisa de maneiras diferentes, com posturas diferentes, temos muitos exemplos de atitudes certas e erradas, precisamos apenas discernimento para separar o joio do trigo, aprender com os erros dos outros é a melhor forma de não perder, a pesquisa do seguimento é o melhor caminho, ver o concorrente como inimigo pode ser o primeiro passo para a cegueira de mercado, o concorrente é aquele que anda junto, não quem é contra, assim vence quem faz melhor. Para saber se a empresa está no caminho certo, é preciso ter uma referência. Quem? O concorrente. Se todos eles estão bem e você não, é óbvio que você está fazendo algo errado, então saber o que eles fazem para dar certo é o primeiro passo, o segundo é traçar seu próprio caminho, da forma certa.

Quando falamos em planejamento, não significa focar em teorias que não se aplicam à realidade do pequeno empresário, falamos em identificar as limitações e buscar soluções práticas, até aí nada de novo, o pulo do gato, é praticar a aplicabilidade. Por mais simples que sejam as soluções, elas devem ser aplicadas de forma exaustiva, para corrigir os erros e melhorar os acertos durante o caminho, saber que está dando errado é mais saudável do saber que deu errado, deu errado é passado, já foi, está dando é presente, dá pra consertar. A aplicabilidade nos permite corrigir antes que o erro cause danos à empresa, esta técnica pode ser usada em todos os setores ao mesmo tempo; compras, estoque, vendas, custos, financeiro, pessoal, etc. Como os departamentos são interligados, as atitudes são coordenadas pelo mesmo objetivo. Aplicabilidade.

Nem sempre o empresário é senhor do conhecimento, ele detém a técnica do seu seguimento mas fica aquém dos conceitos organizacionais, neste ponto entra a assessoria, mas, o discernimento também se aplica na hora de contratar um consultor ou assessor, consultores teoristas inundam o mercado, criam uma confusão na cabeça do pequeno empresário porque não tratam da aplicabilidade, tratam da “teoria-bilidade”, isto não contribui para ajudar, quando uma empresa trabalha com uma consultoria eficiente, dá um passo a frente, quando não, dá vários passos em círculos, triste realidade, quem anda em círculos só levanta poeira, não chega a lugar algum.

O maior patrimônio de uma empresa é a qualidade que ela põe no seu produto, para chegar neste ponto percorre um longo caminho de aprendizado, tropeços, vitórias e derrotas, tudo vale como experiência, fazer igual aos outros, coloca a empresa no lugar comum, só vai crescer se o seu seguimento crescer, fazer melhor que os outros tira a empresa da mira da crise, nenhuma adversidade econômica afeta a empresa estruturada, porque ela sempre vai ter uma alternativa para contornar a situação. O trabalho de marketing deve ser levado a sério, entenda que marketing não é propaganda, é pesquisa de mercado. Para ser o melhor é preciso ter aceitação do mercado, saber se ele está ou não gostando do seu produto, é fator de sobrevivência, a aplicabilidade nos permite um dinamismo capaz de proporcionar mudanças para prever as reações do cliente, se perpetuar num mercado extremamente competitivo dá credibilidade no produto e nas convicções da empresa, ela passa a ser referência para os que estão começando, é o ciclo da realidade em ação.

Para empreender é preciso entender, e para entender é preciso aplicabilidade.

Aparicio Esquina – Consultor em Gestão da Informação

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ELÉTRICA

Gestão Prática

 

Metas de Vendas 2

 

Nosso exemplo é uma empresa que fatura anualmente 720.000,00 para chegarmos neste valor é necessário ter um relatório de vendas mostrando todos os produtos vendidos classificando pela curva A B C D.

 

Assim podemos achar o valor médio de venda mensal da nossa empresa, no caso;

60.000,00 por mês.

A classificação ABC nos permite visualizar a participação de cada produto no total da venda, para chegarmos neste valor fazemos uma conta simples;

VALOR TOTAL VENDIDO DO ITEM / PELO TOTAL DAS VENDAS

Exemplo;

PRODUTO MODELO 6

Vendeu 94.230,98 em 12 meses

Cálculo

94.230,98 / 720.000,00 = 13,09%

Fazemos isto com todos os produtos para definir a participação de cada um no montante.

Agora vamos supor que desejamos um aumento nas vendas de

60.000,00 + 17%

para o próximo mês, ou seja,

uma meta de 70.200,00 de vendas.

 

 

Já temos o valor desejado, mas precisamos de mais dados para que a equipe de vendas possa fazer seu planejamento, então temos que definir quanto e quais produtos deveremos vender no próximo mês.

Pegamos então o percentual de participação que calculamos de cada produto e aplicamos sobre o valor da meta desejada.

Exemplo;

PRODUTO MODELO 6

Tem índice de participação de 13,09%, aplicado sobre a meta 70.200,00,  chegamos a um valor de 9.187,52 com 10 unidade para vender.

Cálculo

70.200,00 x 13,09% = 9187,52

 

Fazemos isto com todos os produtos, assim vamos tem um relatório do quê, e quanto vender para atingir a meta desejada.

Agora a equipe de vendas está munida de informações para trabalhar as vendas.

 

Agora que temos a meta definida vamos preparar uma ferramenta para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos.

Para isto vamos usar o relatório de metas com o relatório de vendas diário, comparando as metas com as vendas podemos analisar o desempenho da equipe.

Neste relatório nos teremos três colunas; uma com os valores referentes às metas e a outra com os valores das vendas realizadas; outra coluna com a diferença entre meta e venda;

Exemplo:

Produto modelo 6

Meta de vendas –> 9.187,52,  equivalente a 10 unidades

Vendido até agora –> 4.711,55, equivalente a 5 unidades

Diferença –> 4.475,97 equivalente a 5 unidades

 

Neste produto estamos com 50% da meta atingida, este cálculo deve ser repetido para todos os produtos.

Humor

 

Limpador de Piscina

 

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